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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um sonho, uma quase lembrança

Eu não sou aquela pessoa que costuma se lembrar de sonhos. Pelo contrário, alguns eu esqueço logo após sonhar ele. Mas alguns ficam pra sempre na memória, esse que vou contar é um destes, é um sonho antigo, que a muito não lembrava, mas voltou a minha cabeça esses dias. Quando sonhei ele? Não sei. Foi antes dos 10 anos, pois meus avôs ainda moravam em Ouro Branco na época, e é nessa cidadezinha que ele se passa.
Durante muito tempo eu acreditei que era uma lembrança, meus sonhos são tão vividos que podem causar esse tipo de confusão, e só sei que de fato não é por um simples motivo, o outono de lá não é tão bonito, e um dos cenários dele eu creio que não exista. Parando um pouco as divagações vamos ao sonho.
Era um dia normal, estava na casa de meus avós como acontecia em boa parte dos finais de semana, quando após acordar ouço minha avó falando para meu avô ver se era um gambá que estava fazendo barulho no telhado. Levanto e vou ver ele com uma escada em frente a porta do banheiro abrindo o alçapão e fechando logo em seguida. Sim era um gambá, mas para a minha surpresa meu avô não quis matar o gambá, e sim capturou ele em um uma lata de lixo para soltar no mato.
Nisso ele me deixou ir com ele soltar o animal no mato, desde que eu ficasse no carro para ele não avançar em mim. Fomos até uma plantação de eucalipto, onde o bixo seria solto. Era uma manhã de outono, as folhas caídas no chão, já bem amarelas pelo avançar da estação e com a neblina baixa,e eu fiquei no carro enquanto ele soltava o gambá que logo correu para longe. Saindo do carro um pouco só antes de voltarmos pra casa.
é isso, é um sonho simples, mas que tem as suas particularidades que eu não consigo por em palavras, a beleza das arvores no outono tão altas que eu não via até onde iam pela neblina a dentro e as folhas pelo chão em vários tons de amarelo e laranja. E o mais importante eu nunca tinha reparado. Tem grandes chances de ser por causa deste sonho que eu aprendi a não matar nenhum animal se puder evitar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre algumas coisas aleatórias e interligadas

Sabe qual a vantagem de ter um blog que quase ninguém visita? É poder despejar nele coisas que me incomodam, sem ser retaliado.
Pra quem não sabe eu tenho muitos amigos metidos a Cult. Não tenho paciência nenhuma pra pseudo-intelectuais. De boa, se você lê Marx, Nietzsche (sim, eu procurei no Google como escreve), Gandi e o cacete a quatro, não me interessa nem um pouco. Me deixe ler os meus livros que eu te garanto, na sua escrita simples, me ensinam coisas que vocês nem imaginam. Se você é revoltado com politica, saia do Facebook e vai fazer uma passeata, mas antes tenham certeza de porquê você tá lutando.
Bem quem me conhecê (esse é um blog pessoal, se você tá lendo isso imagino que me conheça) sabe que eu não tenho a mínima paciência com pessoas radicais. Não gosto de vegetarianos e muito menos vegans, não gosto de eco-chatos, não gosto de feministas, não gosto de marxistas, não gosto de quem acha que o Brasil é uma porcaria e o EUA são o paraíso, aliás para esses últimos um conselho: mudem pra lá e nunca mais me deem noticia. Sabe qual é a coisa em comum de todos esses? 90% deles são radicais e não aceitam que você descorde deles. Sim, essa estatista é inventada e não me encham o saco. O grande lance aqui é se você é qualquer um, ou mais de um provavelmente, desses arquétipos ai em cima fique com as suas crenças e me deixe com as minhas.
Eu não vou discutir politica, religião, construção de hidro-elétrica, poluição causada por carros nem nada do tipo com você. Tenho poucos amigos com quem falo sobre assuntos que se não concordam comigo pelo menos não vão me apedrejar.
Enfim, desabafo feito, deixa eu quietinho pensando em coisas que realmente me interessam como por exemplo quando vai ser o próximo churrasco com os amigos, em como eu gosto do cheiro de gasolina e se a chuva vai parar a tempo de eu acampar com minha namorada e alguns amigos, porquê sim, eu gosto da natureza, só tenho um ponto de vista menos radical.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Espetinho, um estilo de vida!

Vamos combinar, o clima aqui tende a ser bem deprê né?!
Vamos falar de algo mais gostoso hoje pra quebrar o clima.
Espetinhos!
Quem me conheçe e convive um pouco comigo acaba descobrindo essa minha paixão rss. Espetinhos, seja dá loja bonitinha de churrasquinho em Belo Horizonte, ou da banca de churrasquinho de gato mais próxima! Poucas coisas são tão boas de se comer quanto um bom espetinho. E é estranho como eu consigo ter histórias relacionadas com isso!
Desde a cara de horror do meu irmão de me ver comendo um espetinho comprado numa banca em frente a escola onde eu estava votando. Até as gargalhadas dos meus amigos ao me verem voltando com um espetinho, quando deveria estar procurando o integrante da banda que tinha que passar o som em poucos minutos, em certo show de amigos (o maior! abertura para o biquini cavadão!) e eu tranquilo, saboreando aqueles nacos de carne!
Não vou compartilhar todas aqui porque este post ficaria bem maior do que já está. mas certamente tem outras. E certamente acontecerão outras. Por quê, embora no espetinho de hoje não aconteceu nada de especial, certamente acontecerão outras histórias.
Te encontro no espetinho mais próximo! Hasta!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sonhos de um garoto

Como pude criar ilusões
sabendo que não poderia
Que matando dragões
a vida continuaria
Você nunca saberá,
do amor que por ti nutri
pra te poupar tive que mentir

Paixão emudecida,
crime de um garoto
sem saber até quando
te veria de novo
como isso aconteceu
nunca saberei
hoje só sei o quanto te amei

Ilusões são uma coisa bonita
uma rosa que se abre
se se tornará verdade
nunca se sabe
acredito que não
meu peito arqueia lento
enquanto penso em nós dois
no frio do relento

Quando penso em ti
o conflito começa
a alma que se nutre de esperança,
e a mente de descrença
O conflito me corrói internamente
penso em ti eternamente

Você seguia a sua vida
e eu a minha,
ficava de olho
enquanto você caminha
não mas interferirei
a partir de agora me afastarei
Quando esta você ler,
já terei partido
espero que você entenda
qual foi o meu motivo
quando no meio da noite
finalmente escutar o tiro.

Noite causticante

Noite causticante
Ouço coisas que eu não quero
Fico calado, um mudo berro
Não esqueço o que me disse

Fico pensando quem estava certo
O que tu diz, pra mim não faz sentido
Mesmo assim aqui estou refletindo
meu modo de agir foi correto?

Será que tudo que fiz foi em vão
Que os meus erros não tem mais solução
Depois de todo esse tempo
Não conseguirei o meu intento?

Por que prossigo?
Vou em frente por instinto
Sigo em frente, como quem procura
Para essa dor, uma cura

Se a obterei eu não tenho certeza
Mas dela eu não desistirei
Até o fim, pelos meus ideais
E somente por eles prosseguirei

E sem clareza
Meio que com incerteza
Vou em frente

Sem certeza
Mais com muita vontade
Vou dando continuidade

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais do mesmo

Não sei o por quê de escrever sobre isso.
É a primeira vez que realmente não sinto tal necessidade.
Talvez o assunto já esteja esgotado até mesmo para os meus poemas sem rima.
Mas vamos seguir o ritual.É, pelo ritual vou escrever, pra não ficar aquele quê de inacabado.
Pensei em fazer um Blues sobre, mas não estou tão triste assim.
Uma balada? Como as que eu adoro tanto? Não, já fiz uma sobre isso.
Um rock n' roll? Também não, não sei porquê, mas creio que não.

É, a música não vai sair dessa vez.
Um poema? Dos que nem mesmo tem rima, que são os que eu sei fazer melhor?
Acho que meu romantismo ficou do alto da muralha vendo o campo, seja o que for ele não está aqui agora.
Muralha? Remete a um poema, ou seria uma baladinha? Não lembro mais.
Mas o caso é que esta muralha não existe mais, então o romantismo não está lá também.
Cadê o poema que era pra estar aqui afinal?

Bem, a música não saiu, nem tanto o poema. Saiu este texto, que nem de prosa arriscaria chamar.
Mas o ritual foi cumprido, após tudo o que aconteceu, mais um texto foi escrito.
O ultimo? Não sei. É provável, arriscaria dizer que é certeza, mas a história me ensinou a não dar certeza de algo que não possa controlar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

My highways

A young boy with many things on your own mind.
A silent cry in a taxi...
I'm going to a bus stop, a little one beside two highways.
One these isn't a real highway, it is only in my mind. Is a long avenue when my mind flies freedom. Over all the problems.
The other highway is when I dream. I only dream.
My highways, my trouble of escape points.